A Reforma

Reforma política? A mudança da regra só tem significado quando os interessados aceitam e se subordinam às regras. Vejamos, como exemplo, o Estatuto do Desarmamento. Ele retirou da sociedade civil um enorme número de armas legais, mas o número de armas ilegais fugiu absolutamente ao controle do Estado. O Brasil, hoje, tem arsenais não legais nas mãos da atividade criminosa comparáveis aos armamentos de mão das guerras ativas no mundo.

A reforma que precisamos é educacional. Enquanto bradarmos por estadismo e garantismos antes de lutarmos por trabalho, estamos na infância civilizatória. Assumimos, com esse discurso imaturo, que não sabemos o básico sobre a construção de um país.

Quem pede direitos antes de saber e cumprir seus deveres são os jovens. Os adultos são os que assumem responsabilidades e sabem que, para atingirem objetivos importantes, precisam de tempo, persistência e muito trabalho.

Quem produz, gera emprego, distribui renda, paga impostos deve ser tratado com zelo pelo Estado. O Estado não produz renda nem qualquer outra coisa, basicamente porque seus agente não são vocacionados para isso. Produzir não é fácil. Como educar, como tratar a saúde, como proteger, produzir demanda características pessoais vocacionadas e, no caso, avessas às dos agentes estatais que assumem seus cargos motivados por critérios de estabilidade e continuidade. Para produzir o caminho é o contrário: risco, otimismo, derrotas educadoras e trabalho de reconstrução e reformulação constantes. Essa é uma verificação simples!

Ainda vivemos sob uma carga de ideais totalmente deformados acerca do que faz um país crescer. Queremos tudo, mas queremos que esse tudo seja feito pelos outros.

Quanto mais gastarmos com o Estado, menos nos sobrará para distribuirmos diretamente aos produtores. Quanto mais se paga ao Estado, menos sobra para reinvestir na atividade produtiva. Óbvio do óbvio.

A reforma, o pacto de que precisamos, é de que todos aceitem dispor de menos garantias, principalmente quem já as têm em demasia.

O dinheiro não é um vilão. É apenas a referência material de um esforço. Quando o dinheiro chega às mãos de quem não se esforça, sua função foi distorcida. É justamente a falta de critérios para que se distribua o dinheiro mais adequadamente a quem trabalha e produz que faz com que nosso país seja tão desigual.

Não me importo de ver muitas pessoas ricas. A pobreza me entristece. Mas me importo e me entristeço de ver pessoas ricas que não trabalharam para isso… que arrecadam dinheiro com articulações e com suor que não é seu.

A reforma que eu quero é essa. Espero que, bem educados, possamos nós acreditarmos mais em nosso esforço e trabalho, confiarmos nas nossas vocações, ganharmos dinheiro com nosso suor realizando nossos sonhos. Esse o único caminho, pois além disso o que há é sermos apenas uma peça na engrenagem maquinada pelos outros.

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