A gota d’água

As pessoas parecem ter chegado ao seu limite. E isso acontece muitas vezes na vida.

Quando você vê um policial, pessoa vocacionada a proteger os outros, cruzando os braços e permitindo que os criminosos se sintam ainda mais à vontade para suas atividades, este policial certamente está se violentando.

Quando você vê um professor, ser vocacionado a dar conhecimento e soluções aos seus alunos, paralisar suas atividades porque está sem saber como solucionar os seus problemas profissionais, este professor certamente está desesperado.

Quando se vê um profissional da saúde cruzar os braços e isso causar o agravamento do estado de saúde de um cidadão, não há dúvidas de que este profissional está se violentando.

A gota d’água é um marco entre o que se pode e o que não se pode mais guardar internamente.

Há pessoas que, ao atingirem seus limites, elevam-se a um novo patamar. Mudam. Desistem do caminho que os levou até aquele ponto e trilham um novo caminho para chegar onde sempre desejaram.

E há pessoas que apenas desistem…

Há os que, por não saber o que e como fazer, param. Estes são os que, nos momentos limites, precisam de ajuda. Estão, do seu jeito, dizendo: “por favor, não sabemos como resolver o nosso problema… vocês aí podem resolvê-lo”.

Acontece que nossa cultura trata a inatividade como uma atividade. Explico: nos contentamos em não fazer o mal… sem agirmos ativamente em prol do bem. Nos contentamos em não sujar a rua… sem agirmos na limpeza da mesma. Nos contentamos em cuidar dos nossos… esquecendo que há muitos mais a serem cuidados.

A gota d’água deveria ser o ponto em que desistimos de fazer o que sempre fizemos, para começarmos a fazer algo novo. Deveria e deve.

Não te deixa influenciar tão profundamente pelos pessimistas e reclamões. Não te permite ver a vida como algo com tantas divisões e maldades. A vida é o que vivemos.

Neste momento de dificuldades econômicas, políticas, morais e sociais no Brasil, precisamos nós todos nos transformarmos na gota d’água que haverá de transbordar o antigo pequeno receptáculo em que estávamos para o mundo!

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