O preço das coisas

Quase todos nós, quando temos de optar entre dois produtos iguais, compramos o mais barato, certo!?

Por que pagar mais por um produto da loja do shopping se lá no centro é mais barato?

Por que pagar mais no mercado da nossa rua se lá no Walmart é mais barato?

Por que pagar mais na loja física se pela internet é mais barato?

As respostas a estas perguntas podem vir em vários tons. A do shopping, por exemplo. Shopping não é minha praia. Eu dificilmente pagaria mais por algo que está à venda lá. Mas o shopping paga por segurança, ar condicionado, iluminação e uma penca de coisas evidentes que oferece. É impossível oferecer tudo aquilo sem repassar ao preço, e isso parece bastante justo. Pagar por conforto é bom para quem pode.

Agora olha além destes itens “materiais” que listei. O shopping tá cheio de gente trabalhando lá… é um lugar que emprega muitas pessoas, com perfis pessoais e sociais absolutamente distintos. O cara da segurança, a moça da loja de cintos, o técnico em informática, o prestador de consultoria empresarial. É realmente muita gente. Se você olhar sob o aspecto social envolvido, o shopping tem um importante valor até naquilo que podemos chamar de distribuição de renda, pois a sua face capitalista emprega, paga imposto e gera riqueza.

E o mercadinho do bairro?! Você acha que aquele microempreendedor tem alguma chance de lhe oferecer um produto por menos preço que a grande rede?! É impossível. Só se ele encontrar um produto similar, produzido por uma pequena empresa. Mas aí você vai desconfiar da marca, não vai?

Então saiba que pagar mais pelo litro do leite no mercadinho do bairro significa valorizar o esforço daquele cara ali. E pagar menos pelo mesmo produto na grande rede é oferecer centenas de vagas de emprego e sustentar a riqueza já estabelecida. São opções legítimas que, no meu caso, não me geram qualquer dúvida. Adoro mercados menores, menos cheios, com atendimento mais pessoal. Se o mercado do bairro me oferecer algo que posso pagar um pouco a mais mas junto vier um bom atendimento, opto tranquilamente pelo mercadinho.

O preço que pagamos tem a ver com incontáveis itens. Vamos sempre encontrar um dentista, uma psicóloga, uma escola, um sanduíche mais baratos aqui ou lá. Olhemos com os olhos de quem enxerga além do primeiro contato físico, além do mero produto. Pagar significa apenas gastar pra uns, mas pode significar investir num mundo melhor se fizermos isso usando toda a nossa capacidade analítica e depositarmos um tanto de bondade e investimento pessoal.

Na minha visão de mundo, gostaria que os pequenos se multiplicassem. Eles representam esforços pessoais que admiro e, ao mesmo tempo, servem de exemplo e estímulo a outros pequenos. Em termos de números, o pequeno empreendedor e a pequena empresa são tão importantes ao país que justificam só por isso investirmos mais da nossa atenção, tempo e até do nosso dinheiro. Cidades como Caxias do Sul, Santa Maria e até mesmo a capital paulista nasceram dessa dinâmica viva de trabalhar no que é seu e oferecer algo diferente e bom ao cliente e à sociedade.

Lembra sempre que empresas são conjunções de esforços. Escolha as que oferecem o algo mais com que você se identifica. Pague por isso.

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