Dezembro

No calendário primeiro romano havia apenas dez meses, cada um com cerca de trinta dias. Ao total, o ano tinha 303 dias. Os meses de inverno (janeiro e fevereiro) não eram contados por serem desinteressantes para qualquer planejamento temporal.

O último mês do ano era dezembro e nele ocorre o solstício (quando o sol atinge o ponto mais ao sul de sua trajetória), próximo ao dia 22, quando inicia o verão no hemisfério sul e o inverno no norte, o que era tremendamente festejado. Essa data, assim como o solstício de junho, eram as mais importantes do ano.

A simbologia do mês dez num calendário decimal a coincidir com o solstício resultou em que “casualmente” foi escolhido esse mês para a celebração das festas natalinas cristãs, quando da absorção do cristianismo por todo o Império Romano (porque, historicamente, Jesus teria nascido próximo do dia 06 de janeiro, no inverno nortenho).

Dezembro é um mês que incorpora além da festa maior do cristianismo e do mundo ocidental, também a mudança de ano, sendo o último mês anual.

E daí?!

E daí que simbolicamente ambas celebrações representam a mudança. A constante mudança. Janeiro será um novo ano, um novo começo. Dezembro é tempo de reflexão sobre o que foi feito e o que deixou-se de fazer. Tempo de gratidão, de reunião, de comemoração. Assim como a vida, ao final, tende a forçar estas posturas, o final de cada ano igualmente o faz.

Dezembro é a desaceleração. A introspecção. Que venha um ótimo dezembro dentro de nós.

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