Trump e o fim do mundo

Se fosse americano eu provavelmente não votaria em Trump. Normalmente não me identifico com polarizações, especialmente nestes dias em que direita e esquerda esquentam a terceira guerra mundial, que vem sendo travada no front ideológico.

Dito isso quero dizer que concordo com a postura de Trump com relação à Coréia do Norte e, mais ainda, com relação à Jerusalém. Os motivos são absolutamente distintos para cada um dos temas, mas uma coisa têm em comum: ele prometeu a seus eleitores que o faria. E quem lidera deve liderar e se impor quando necessário.

Trump é um presidente que não veio da política. Empresário bilionário, representa o pensamento tradicional norte-americano. É tão caricato que soa estranho. E é um homem da direita… eis a razão de tanto auê.

Mesmo os mais idiotas da esquerda são tolerados. Vide Chavez, Evo Morales, Nicolás Maduro, Cristina Kirchner, Carlos Menen… Lula. Agora veja o trato da imprensa aos direitistas: Enéas, Macri, Bolsonaro, aos militares, aos religiosos, aos judeus. Há uma razão nisso: a compreensão dos argumentos de direita é mais objetiva, racional. Já a esquerda usa uma identificação emocional, afetiva. Não interessa o argumento. Interessa que seja dito aquilo que toca o coração sofrido de alguém… principalmente se esse alguém for vítima de algo.

Pois Trump pode realmente estar começando o fim do mundo. Seja com a Coréia do Norte ou com a Palestina. Seja com a Europa Ocidental ou a Rússia. O objetivo, entretanto, é a China. Trump está assumindo o protagonismo do pensamento de direita, depois de décadas de sobreposição da esquerda no mundo. E todos sabemos que a esquerda, em que pese menos numerosa, é mais barulhenta e sedutora. Por isso, Trump pode estar efetivamente em vias de iniciar a Terceira Guerra Mundial.

A Terceira Grande Guerra é eminentemente ideológica. Os bolcheviques a começaram e conseguiram, a custo de muito esforço, espraia-la. Por décadas estiveram acuados, especialmente depois da queda do Muro de Berlim. O marxismo uniu opositores ao imperialismo, mesmo que não tenham absolutamente nada em comum além da oposição. Mas foi a China comunista quem reascendeu silenciosamente a força do marxismo e, agora que a América Latina acordou do sonho demagógico bolivariano, a perda de território ideológico exige um contra-ataque. Rússia e China são aliados com papéis distintos. Aquela late, essa calcula.

Norte-americanos são exímios jogadores deste jogo e sabem que precisam se impor. Estão buscando fortalecer seus apoiadores, estejam onde estiver. Japão e Coréia do Sul… Israel… quem se apresentar será apoiado.

A guerra ideológica está fragilizando o status quo. Já questionam a liberdade e o porte de armas na América, algo inimaginável há duas décadas. Já questionam as fronteiras européias e a sua islamização. Já sabem os detentores do petróleo que sua força tem dias contados. O que farão os árabes, se tudo que podem produzir está concentrado em refinarias? O mundo está mudando suas referências.

Não subestime a iniciativa norte-americana. Tampouco a reação dos blocos marxistas. O Estados Unidos já começaram sua disputa com a China pela soberania das próximas décadas.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s