Lições Políticas

Governo Temer chegando ao final com 80% de reprovação, campanha eleitoral sem a presença de grandes expoentes, polarização ideológica. Há lições políticas valiosas nessa realidade a que estamos submetidos, mas que, infelizmente, ainda não aprenderemos. Vamos a elas:

1. O vice-presidente de uma chapa eleitoral (e obviamente o seu partido) é integrante do projeto proposto. Se não tiver identidade com o projeto, será o seu primeiro grande adversário.

2. Todo governo precisa de força política. Força política decorre de comprometimento ideológico, de comprometimento moral ou de interesse pessoal.

3. A maioria das pessoas não tem interesse em debate ideológico, querem apenas viver a sua vida de acordo com seus interesses. As pessoas que impõe o debate ideológico como indispensável costumam depender do Estado para suas conquistas, pois o Estado é o único agente constituído capaz de implementar ideologias no Brasil.

4. Há ideologias que são um grande arcabouço de ideais isolados que, aparentemente, são compatíveis. Costumam ser as mais ativas politicamente e as mais frágeis ao governar, pela impossibilidade prática de conciliar tantos interesses distintos.

5. Economia não é o que gira ao redor do dinheiro. É o que permite a vida das pessoas. Quem olha economia e só pensa em dinheiro provavelmente olha as pessoas e só pensa em política.

6. Para mudarmos o Brasil, precisamos mudar nossas ideias e nossos ideais. Precisamos deixar de acreditar no que não dá certo e escolher o caminho do que é possível. Não se constroem castelos começando pelos quartos.

7. Nenhum partido, nenhuma ideologia, nenhum aglomerado de ideias pode se apropriar da liberdade individual e do direito de divergir.

8. A lei é a referência social básica. Sua criação, modificação, aplicação e revisão dependem de instituições. Sem fortalecermos estas instituições continuaremos na eterna infância social.

9. Não existem salvadores.

10. Essas lições elementares estão longe de serem implementadas no Brasil. Ainda vivemos os debates do início do Século XX.

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Meritocracia

Imagina comigo:

Jogar bola sem se importar com os gols;

Jogar canastra/buraco sem se importar com a pontuação;

Fórmula 1 sem se importar com o pódio;

Maratona sem se importar com o tempo;

Aula de matemática sem se importar com a prova;

Foguete pra Marte sem se importar se chega;

Construir uma casa que pode ter umas goteiras;

Atender um paciente sem se preocupar com a cura;

Governar com despreocupação ao dinheiro;

Ter filhos que podem fazer o que quiserem;

Ler um livro e não entender a história;

Ter um errado que é considerado certo;

Apertar um parafuso que pode ficar frouxo;

Cultivar uma plantação que não precisa dar frutos.

 

Se não buscarmos o mérito e o êxito a vida deixa ser ser possível.