Em que século você vive?

A primeira lei escrita conhecida é o Código de Hamurabi e tem cerca de 4.000 anos. Lá está estabelecido que é proibido roubar e matar. Ainda hoje se rouba e se mata, do que podemos concluir que há pessoas que estão 4.000 anos atrasadas na sua adequação ao mundo.

A História é medida pela criação da escrita, sendo que tudo que há antes disto é chamado (equivocadamente) de pré-história. Quantos pré-históricos conhecemos nos nossos dias?!

No século XIX, com a Revolução Industrial transferindo a elite social da monarquia para a burguesia, quase nenhuma garantia existia para a classe operária que, para lutar por direitos mínimos na sua relação com seus empregadores, costumeiramente fazia manifestações e greves. Hoje temos tribunais, leis, sindicatos, mídias, associações de classe… mas ainda existem os mesmos expedientes de luta por direitos.

Em 1948 a ONU adota a Declaração Universal dos Direitos Humanos que contempla uma série de garantias mínimas para a pessoa e, consequentemente, a sociedade. Nos nossos dias poucos são os países que conseguem cumprir tal resolução. Os demais pararam há setenta anos?!

O mundo é assim, um caleidoscópio de seres em aprendizado, cada um vivendo num momento distinto da sua humanidade.

Ainda matamos por dinheiro sem aceitar que dinheiro se conquista com trabalho, uma lógica elementar. Ainda impomos nossa vontade pela força, ainda exigimos que outros pensem como pensamos, ainda nos contentamos com tantas coisas que deveriam ter ficado no passado.

A humanidade divide o planeta com outros seres que vivem no mesmo tempo. Um leão de hoje é o leão de mil anos. Um carvalho, um rio, uma geleira também o são. O ser humano não o é. O que lhe diferencia e lhe dá a autoridade sobre o mundo – a inteligência – também é o que lhe retira a relação natural com os demais seres e com a natureza.

É a inteligência que nos anima e nos lapida os sentimentos que nos transporta aos patamares divinos ou nos prende aos planos infernais. É também ela que nos mantém como a 10.000 anos ou nos transporta a 2019.

“Sejamos nós a mudança que queremos ver no mundo”, Gandhi.

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