Fases literárias

Terminei de ler recentemente um livro entitulado “A Vida Mística de Jesus”, escrito na década de 1920 pelo norte-americano Harvey Spencer Lewis. Concomitante a este, terminei um livro sobre os Templários e estou finalizando “A Reinvenção do Conhecimento”. Este último estou lendo lenta e vagarosamente há meses. Embora seja um livro interessante (realmente interessante) sobre a evolução da formação do conhecimento e sua transferência aos outros, minha leitura não deslancha.

Ler também tem fases. É a lição que tiro quando reflito sobre isso. Por certo, nem sempre um assunto nos interessará por mais interessante que seja. E, em outro momento, poderá se tonar absolutamente bom.

Comprei dois livros “de esquerda” (risos – não gosto muito destas rotulações): “Karl Marx – Grandeza e Ilusão”, de G. S. Jones e “O Homem Que Amava os Cachorros”, de Leonardo Padura. Não é coincidência.

As pessoas que buscam centrarem-se ficam constantemente reequilibrando a sua balança. Vejam que recentemente li obras de caráter hitórico-religioso, depois histórico-científico e agora vou pra algo histórico-materialista (o marxismo é chamado de racionalismo materialista). É uma tendência que nossas escolhas literárias sejam equilibrantes quando valorizamos o equilíbrio.

Depois conto como foi.

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Leituras que eu li

Sou um apaixonado pela leitura. Embarcar no mundo de alguém, conhecer seus sonhos, medos, reflexões de uma outra vida, de outros corações. Costumo dizer que os leitores reconhecem quem lê. A leitura é, para a intelectualidade, como o tempero para a culinária. Ler dá mais técnica e sensibilidade ao ser.

Por causa disso, vou compartilhar aqui algumas das minhas melhores leituras. Não apenas indicando esse ou aquele livro, que é algo que se consegue em qualquer catálogo, mas dizendo o que mudou em mim depois de apreciar cada uma das obras sugeridas.

E pra começar, trago quatro livros que valem muito a leitura:
O Monge e o Executivo eu li há mais de dez anos, quando os conceitos e as habilidades sobre liderança se tornaram necessidades. Essa obra baliza um momento histórico onde ficou bastante claro a distinção de chefe e líder, com ideias que hoje se tornaram efetivas no mundo corporativo. É leitura básica pra qualquer um que trabalha e, principalmente, gerencia pessoas. 

O Caçador de Pipas é um dos dez melhores livros que já li. Em 2007, passava por um momento de grandes mudanças na minha vida, pessoal e profissionalmente. Ler sobre amizade e traição, sobre a lealdade e a deslealdade que podem estar a qualquer instante nos visitando, fez muito significado. Foi um dos livros que me fizeram chorar e me repensar. Se passa no Afeganistão, o que, por si, já é interessante pela diversidade cultural envolvida. Você provavelmente vai devorar as 360 páginas em alguns poucos dias.

Eckhart Tolle é o pseudônimo de um alemão que se formou em Londres e mora no Canadá. Em certo momento da vida, ele foi dominado pela depressão e fugiu para o oriente em busca de respostas que não conseguia na lida científica ocidental. O resultado disso é a criação de uma obra grandiosa, que ocidentaliza muitos conceitos filosóficos e religiosos orientais, especialmente budistas, tornando-os mais acessíveis e até críveis para nós. Também na lista dos dez melhores que li, este livro representou o upgrade dos meus conceitos religiosos.

Por indicação da professora Lisi Szeckir, da ADVB de Porto Alegre, conheci esta obra da brasileira Dulce Magalhães, que é Ph.D. em Filosofia pela Universidade de Colúmbia. Um livro de apenas 115 páginas, mas com uma profundidade ímpar na reflexão do quanto a disciplina e o autoconhecimento nos permitem melhorar e sentir felicidade. Foi o primeiro livro que quis reler na vida.

Se você já leu algum desses, me diz como foi a experiência.  Até a próxima!