Não desista!

Se cada vez mais há divergências e imposições de pensamentos uniformes e encaixotados, não desista do debate.

Se cada vez mais há determinações sobre no que acreditar ou no que não acreditar, não desista da sua fé.

Se os vizinhos não se cumprimentam mais, tampouco dividem sua atenção e cordialidade, não desista da gentileza.

Se as academias desistiram do debate e do contraditório para impor a régua minúscula de uma filosofia enlatada, não desista da reflexão.

Se a família transformou-se em terreno bélico de emoções, não desista de cuidar e de cuidar-se.

Se a vida é dura – e ela é – não desista de vivê-la.

Há mais coisas que valem a pena ao nosso redor do que a desistência contempla.